Iniciativas para o Desenvolvimento Humano e Estratégia em Administração
  1. Home
  2. Quem Somos
  3. Serviços
    1. Para Empresas
    2. Para Pessoas
  4. Conteúdo
    1. Artigos
    2. Eventos
    3. Projeto Acerte Mais+
    4. Notícias
  5. Parceiros
  6. Fale Conosco
113792416.jpg Risco Calculado, Síndrome de Capitão e um Avião Derrubado.

Risco Calculado

 

Empreender envolve administrar uma série de variáveis; e os riscos são das mais importantes. Quem empreende se arrisca, defendendo suas ideias e negócios diante de cenários desfavoráveis, concorrência, clientes cada vez mais exigentes, burocracia, escassez de recursos e falta de apoio de toda ordem.

 

Ser empreendedor, ainda mais no Brasil, não é para quem tem “estômago fraco”. É desafiador! MESMO! Exige muita energia, convicção e disposição para enfrentar todo tipo de adversidade. Com isso, é comum o desenvolvimento de uma personalidade firme e comportamentos que, vistos de fora, normalmente são nomeados de ”coragem”, “teimosia”, “vício em trabalho”, ”ousadia” ou “independência em excesso”.

 

Diante das circunstâncias difíceis que enfrenta, tais expressões soam como elogios para o empreendedor. O problema é quando ele começa a se descolar da realidade e vai perdendo a capacidade de auto avaliação e de avaliação dos riscos, desenvolvendo a “síndrome de capitão”.

 

Os acometidos dessa síndrome são aqueles que normalmente batem no peito e dizem “xá comigo que eu resolvo!”, não avaliam, não ouvem, não prestam atenção aos sinais externos, menosprezam os riscos e confiam nas experiências passadas para resolver os problemas do futuro. Acreditam que o ambiente, a verdade, as leis da natureza, as circunstâncias e as pessoas ao redor se vergarão à sua vontade, coroando suas ações de êxito sempre.

 

Só que as coisas não são bem assim, e o desfecho pode ser desastroso.

Tudo indica que a tragédia aérea que vitimou o time da Chapecoense há uma semana, comovendo o Brasil e o mundo foi fruto da síndrome de capitão. Um voo feito com o combustível abaixo do limite aceitável, cujo plano foi aprovado “nas coxas” e documentos estranhos indicam que era um negócio fadado ao fracasso. Era uma questão de tempo.

 

Não é o objetivo aqui que “chovamos no molhado”, explorando a dor alheia e fazendo coro com os especialistas de última hora. Não falaremos de aviação, nem dos impactos que esse acidente trouxe. Mas cabe uma reflexão importante sobre o papel do empreendedor no tocante à avaliação dos riscos e da necessidade de um trabalho constante de se avaliar e aperfeiçoar.

 

À medida que as investigações avançam, fica cada vez mais evidente que o dono da companhia/piloto foi negligente e quebrou regras básicas da segurança aeronáutica. E esta não foi a primeira vez – infelizmente, foi a última. Há registros que apenas no fatídico trajeto, foram quatro viagens operando no limite do combustível, mais duas para iguais distâncias, mas com destinos diferentes, e as mesmas condições de abastecimento.

 

Depois do “leite derramado” pipocam denúncias de todos os lados atestando as irregularidades da empresa e de seu proprietário. Ela não devia estar operando, o que agora, infelizmente, acontecerá.

 

O que leva um empreendedor a assumir riscos a este nível, ocasionando o próprio óbito e o de dezenas de pessoas? Ganância? Imprudência? O que isso importa diante das consequências?

 

Era uma tragédia anunciada. Ele apostou contra os riscos e perdeu, levando tristeza e espanto ao mundo todo. Seu legado será maculado pela morte e irresponsabilidade.  A “síndrome de capitão” ceifou a vida não só de quem a tinha, mas de todos os que confiaram nele.

 

Respeitando as devidas proporções, podemos fazer um paralelo com a tragédia que a crise que o país atravessa representa. Não é um acidente ou uma conjunção infeliz de circunstâncias alheias à vontade, mas fruto de uma liderança surda aos sinais que espocavam por todos os lados, arrogante e autossuficientes. O combustível acabou e o avião Brasil se espatifou, com milhares de vítimas diárias.

 

Com resultados não tão trágicos, muitos empreendedores levam seus negócios ao desastre por errarem na gestão de riscos, confiando demasiadamente em si mesmos e ignorando os sinais de alerta.

 

Vivemos tempos desafiadores onde o medo de arriscar não deve nos paralisar, mas nem por isso devemos nos distanciar da responsabilidade que devemos ter conosco, com nossos parceiros, clientes e fornecedores!

 

Avalie-se, peça feedbacks sinceros, encare os erros com serenidade e disposição de aprender. Supere crenças limitantes, preste atenção aos sinais que o ambiente emite, avalie acertos r tropeços de outras pessoas.

 

Vacine-se contra a síndrome de capitão, não deixe de arriscar, mas calcule com segurança.
Sucesso!

 

Pedro Paulo de Souza
Com mais de 20 anos de experiência na gestão de Equipes e Processos Organizacionais, Desenvolve Estratégias de Alto Desempenho com Pessoas, Líderes, Equipes e Empresas. É Consultor Organizacional e Psicólogo, com formação em Coaching, Liderança Coaching e Empreendedorismo pelo EMPRETEC/ SEBRAE.

©2018 - Idhea Consultoria em Recursos Humanos e Gestão Organizacional Rua Tiradentes, 192, Cidade Nobre, Ipatinga - MG, Cep 35.162-413 contato@consultoriaidhea.com.br | 31 3823-9186 | 31 9 8501-2937 www.telecom.inf.br Subir a página